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C E A S A M I N A S
  CeasaMinas apoia projeto de compostagem em Juiz de Fora  
 

 
 
 
 

Toda segunda e quinta-feira, a unidade da CeasaMinas em Juiz de Fora movimenta, em média, 726 toneladas de frutas, legumes e verduras (FLV). Os produtos que sobram dessa comercialização e que não são mais próprios para o consumo eram enviados ao aterro sanitário da cidade. Eram, porque ontem, 05/07, foi inaugurada a Unidade Experimental de Compostagem, novo destino dos resíduos sólidos orgânicos gerados no mercado atacadista. Como o nome sugere, a unidade funcionará inicialmente de modo experimental, em uma pequena área localizada no Centro de Treinamento Agropecuário da prefeitura, no Bairro Linhares.

A Unidade Experimental de Compostagem é um projeto da Prefeitura de Juiz de Fora, realizado pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA). Embora a inauguração tenha ocorrido nesta semana, a unidade funciona há aproximadamente um mês. Além do material enviado pela CeasaMinas, também são encaminhados para a compostagem os restos de podas de árvores realizadas diariamente pela Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanização (Empav).

O projeto tem o objetivo de transformar restos de podas de árvores e resíduos de hortifrutis em biocomposto para adubação. Antes da criação da unidade, os restos de podas em Juiz de Fora enchiam três caminhões e eram enviados ao aterro sanitário, a 25 quilômetros do centro da cidade. Agora, uma máquina tritura esse material, que ocupa somente um caminhão. “A unidade fica a 6 quilômetros da área central. Ou seja, economizamos tempo e dinheiro com o novo processo”, afirma o secretário da SAA, Airdem Assis.

Além do seu caráter ambiental, a Unidade Experimental também é um projeto social. Em parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), a prefeitura utiliza mão de obra dos acautelados de bom comportamento do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional de Juiz de Fora (Ceresp - JF). “Esses detentos já trabalham para a prefeitura fazendo plantações e cuidando de gado. Agora, eles também atuarão na Unidade de Compostagem. Eles são remunerados e, além disso, 3 dias trabalhados reduzem 1 dia de pena”, conta Airdem.

Mercado

Para o projeto funcionar, a prefeitura disponibilizou duas caçambas ao entreposto da CeasaMinas. “Enquanto uma é usada para o lixo comum, a outra é usada para o material orgânico. Assim, o lixo já sai daqui separado”, diz Antônio Cirilo Diogo, gerente do entreposto de Juiz de Fora. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) recolhe os restos de hortifrutis sempre às terças e sextas-feiras, ou seja, nos dias seguintes aos de comercialização forte.

Também foi preciso conscientizar os lojistas e os produtores da importância da compostagem e orientá-los sobre a separação do material. “Eu mesmo passei de loja em loja explicando como o projeto funciona. Eu percebi que a resposta foi positiva. O pessoal está participando e separando o lixo”, comemora Diogo.

Atualmente, são os próprios usuários que depositam o lixo na caçamba. Em um futuro próximo, cada loja terá um tambor próprio para depósito dos resíduos de hortifrutis e um profissional da prefeitura fará o recolhimento de porta em porta. Para isso, a CeasaMinas já adquiriu três carrinhos para o transporte dos tambores.

Compostagem

O processo de compostagem começa com a trituração de galhos das podas de árvores. Quando chega à Unidade Experimental, o material é misturado com os restos de hortifrutis recolhidos na CeasaMinas. Depois, a mistura é depositada formando leiras. O material é revolvido três vezes por semana. “Depois de um mês, obtêm-se material para adubação semelhante ao húmus, ideal para utilização em plantios de canteiros, hortas e vasos de plantas ornamentais”, explica Airdem. A unidade tem capacidade para produzir 12 toneladas de adubo por mês.

O adubo produzido é utilizado em jardins mantidos pela prefeitura. Ele já foi utilizado, por exemplo, durante a revitalização dos canteiros centrais de toda a extensão de duas importantes vias de Juiz de Fora: Avenida Rio Branco e Avenida Deusdedith Salgado. “A nossa ideia é que, com a expansão do projeto, ele também seja usado em hortas comunitárias e de projetos sociais e, mais para o futuro, distribuído gratuitamente para associações e pequenos agricultores”, prevê.

Inicialmente, somente a prefeitura e a CeasaMinas podem contribuir com o envio do lixo orgânico. O próximo passo é incluir os 270 feirantes de Juiz de Fora, que atuam em 15 feiras livres na cidade. “Eles produzem muito resto de FLV, mas costumam misturar com lixo comum. Faremos uma educação com esse público para que eles também participem do projeto”, justifica o secretário. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também é parceira da iniciativa.

Mais informações: Departamento de Comunicação – 31 3399-2263