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  Contagem, segunda-feira, 24 de setembro de 2018.

Analistas do Cepea preveem 2018 mais rentável a produtores

A redução em geral das áreas de cultivo de frutas e hortaliças e a perspectiva de uma melhoria no cenário econômico são alguns fatores que tendem a tornar o ano de 2018 mais rentável aos produtores em relação a 2017. A previsão é dos analistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), publicada na edição 2017/2018 do Anuário da Revista Hortifruti Brasil. Se as previsões de um Produto Interno Bruto (PIB) melhor, câmbio estável e os juros em queda são positivas para o mercado hortigranjeiro, persistirão como desafios o alto desemprego e a renda limitada do consumidor.

De acordo com o anuário, para os produtores do grupo de hortaliças, o ano de 2017 será encerrado como o pior em termos de rentabilidade, desde o início da crise econômica, em 2015. Isso porque o clima favorável elevou a oferta desses alimentos, o que não foi acompanhado por uma maior demanda, mesmo com preços bem mais baixos do que em 2015 e 2016.

Já no grupo das frutas, foi o segmento exportador que deu fôlego às receitas em 2017, com envios em dólares superiores aos verificados em 2016. Um dos pontos mais negativos no setor frutícola foram as chuvas insuficientes no semiárido nordestino, o que limitou os investimentos e a qualidade dos produtos. O ano termina para os produtores de frutas também com rentabilidade menor que a da temporada anterior.


Produtos mais afetados

Em 2017, os técnicos ressaltam que não houve recuperação significativa do consumo de frutas e hortaliças em geral. Mas foram os produtos de maior valor os mais afetados pela crise, a exemplo das uvas sem semente, melões de “marca”, tomates especialidades, hortaliças do tipo minis e babys, e minimamente processados. Para os alimentos mais tradicionais, a exemplo da batata, tomate e cebola, o efeito da queda no consumo foi menor.


Verão mais promissor para hortaliças

A possibilidade de um 2018 com preços melhores para os produtores de hortaliças deverá ser comprovada já na safra do verão, em razão das menores áreas. “A menor rentabilidade de 2017 das hortaliças inibiu os investimentos em área de batata, tomate de mesa, cebola e cenoura no primeiro quadrimestre do ano. (…) O plantio de inverno das hortaliças também não deve registrar aumento nos investimentos, mesmo com a perspectiva de uma melhor rentabilidade no verão 2017/2018”, afirma o documento. No grupo das hortaliças, as pesquisas do Cepea apontam recuo de 5% nas áreas de inverno em 2017 e de verão 2017/18 em relação ao ano anterior.

Já para o mercado produtor de frutas, a estimativa é de pequena queda da área de 1,8% frente à de 2016. A previsão, no entanto, é de que os investimentos em área para 2018 fiquem no mesmo nível dos de 2017 para as frutas em geral.

No geral, a redução da área entre frutas e hortaliças, foi de 3,4%. Foram consideradas as seguintes culturas: batata, tomate de mesa, tomate indústria, cebola, cenoura, alface, banana, maçã, mamão, manga, melancia, melão e uva de mesa.


Chuvas

Uma das notícias que beneficiariam em muito o setor de frutas e hortaliças no verão de 2018 seria o fenômeno climático La Niña, capaz de trazer chuvas acima da média no Nordeste e redução no Sul do País. A previsão do Cepea é de que o La Ninã venha com fraca intensidade e que seja de curta duração. Polos produtivos importantes passam por deficit hídricos, entre eles a Chapada Diamantina e Irecê (BA), Vale do São Francisco (BA/PE), Cristalina (GO) e entorno de Goiânia (GO).


Variáveis favoráveis

Entre as variáveis econômicas que podem favorecer o consumo em 2018 estão o PIB, o câmbio, a inflação e os juros. Ao citar a estimativa do Banco Central de alta do PIB de 2,62% no próximo ano, os analistas veem um sinal de retomada do consumo. Já o câmbio deve se manter atrativo (R$ 3,30/US$) para a competitividade do setor exportador, sem causar impactos na alta de preços de insumos agrícolas. As previsões de inflação baixa e de juros em queda devem tornar mais acessível a oferta de crédito.

Variáveis negativas

Entre os fatores que podem limitar o consumo estão o desemprego e a renda. O anuário utiliza a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo o qual o nível de desemprego no país no próximo ano ainda será considerável, de 11,79%. “Como o nível de emprego é um dos últimos a se restabelecer após períodos de crise, os indicadores mostram que uma retomada mais robusta de consumo só deve ocorrer no médio prazo, a partir de 2019 uma vez que a renda das famílias depende diretamente da disponibilidade de empregos”, destaca o documento.

Segundo os analistas, a sustentação da retomada do poder de compra do brasileiro somente se dará com a ampliação dos investimentos no país. Citando a projeção do FMI, o anuário prevê um ligeiro aumento na renda em 2018.

As estimativas de produção da equipe da Hortifruti/Cepea baseiam-se em levantamentos amostrais, obtidos a partir do contato com agentes do setor nas principais regiões produtoras. Refletem, portanto, apenas as áreas das regiões acompanhadas.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) é parte do Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Escola Superior de Agronomia “Luiz de Queiroz” (Esalq), unidade da Universidade de São Paulo (USP).

A íntegra do anuário está disponível em www.hfbrasil.org.br

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Notícia de 28/12/2017.

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